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segunda-feira, 10 de março de 2014

PRENÚNCIOS DE PRIMAVERA

8 de Março de 2014

Cansado deste longo, sombrio e fastidioso inverno, decidi aproveitar quiçá o primeiro dia de sol a valer, a prenunciar a tão ansiada primavera, para dar um pulo até à nossa belíssima região de Trás-os-Montes, onde me pude deleitar com o colorido, o aroma e os sons com que a natureza me presenteou.
Sem dúvida, uma excelente oportunidade para recarregar as baterias emocionais.





(Amendoeiras em flor - região de Trás-os-Montes e Alto Douro)

















(Bela paisagem transmontana, onde as cores se misturam)


 (Mogadouro)



 (Mogadouro)



 (Mogadouro)



 (Vila Flor)



 (Vila Flor)




(Acácia mimosa florida)






(Mirandela - magnólias do jardim da cidade)








 (Mirandela)



 (Mirandela)



(Mirandela - magnólias do jardim da cidade)




(Mirandela - jardim da cidade)



(Mirandela - jardim da cidade)


 (Mirandela)



(Mirandela)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

QUADRAS SOLTAS

                        
QUADRAS SOLTAS


                        Vejam só como ele mente!
                        É que mente de tal maneira
                        que até a própria mentira
                        chega a crer que é verdadeira!

                        Longe buscas o amor
                        e tão perto está de ti!
                        Porque foges? Que temor
                        do amor que te sorri?

                       Dêem-me tudo o que quiserem,
                        seja aquilo que for,
                        recusá-lo-ei se não derem
                        c'um pouquinho de amor!

                        Sonhar acordado...
                        O mundo não perdoa
                        a quem anda, atordoado,
                        fazendo coisas à toa!

                        Quis um dia ser feliz,
                        fez da vida uma esperança!
                        Eis que chega a morte e diz:
                        - Viver sempre também cansa!

                       Se o amor te bate à porta,
                       Não hesites, fá-lo entrar!
                       A cor, a idade - pouco importa! -,
                       Contanto que venha para ficar.


                      Eu tive um amor, perdi-o,
                      Comigo não quis ficar,
                      Deixou o meu coração vazio
                      E sem forças para lutar.


                     Irra! Já basta de solidão
                     E de tanto te ver penar!
                     Abre a porta, dá-lhe a mão,
                     Anda, deixa o amor entrar!
  
                   Já nem sabes se existes,
                   Teu viver já mete dó,
                    Abre-lhe a porta, não hesites,
                   É tão triste viver só!


                                                                     Autor:
                                                                               Miguel Henriques

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Poesia é...




Poesia é 
a bela arte de esculpir a frase
que o coração dita 
e a razão esboça.


                              Autor:
                                                                      Miguel Henriques

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A SÍNDROME DAS PRAXES

A SÍNDROME DAS PRAXES

Ao longo da minha vida, e já lá vão uns bons pares de anos, tive a oportunidade de conviver com muita gente. Desde os bancos da escola, passando pelo serviço militar, até ao tempo em que exerci a minha actividade profissional, fui deparando sempre, aqui e além, com um ou outro engraçadinho que sempre sentiu um prazer enorme em puxar dos galões – se os tinha, e, se os não tinha, inventava-os! –, para humilhar o seu semelhante, quer se tratasse de meras “brincadeiras” aparentemente inócuas quer em situações que envolviam já alguma gravidade, até do ponto de vista hierárquico.

A verdade é que, como denominador comum, e não sendo eu propriamente psicólogo, sempre descortinei neles um qualquer handicap traduzido na existência de uma qualquer lacuna na formação da respectiva personalidade. Fosse por se sentirem menos cultos, menos inteligentes, menos capazes, física e mentalmente, enfim… A verdade é que sempre se valiam de um qualquer ascendente para afirmarem a sua “superioridade”, recorrendo a expedientes, qual deles o mais iníquo para achincalhar o outro, como forma de disfarçarem as suas limitações intrínsecas, os seus próprios complexos.

Trata-se, pois, a meu ver, de gente com personalidade malformada ou, se preferirem, deformada. Personalidade que, a seu tempo, deveria ter sido construída de dentro para fora, assente e consolidada em valores morais, intelectuais, culturais, aqueles que realmente estruturam um verdadeiro ser humano cujo respeito se impõe de per si, sem mais artifícios ou teatralizações. Uma personalidade íntegra, bem formada, não carece de máscara, nem de atropelar ninguém para se dar ao respeito. O respeito merece-se, não se impõe; conquista-se pelo mérito, pela virtude, não pela violência, seja ela de que natureza for. Ao invés, esses indivíduos, reconhecendo as suas próprias limitações, tentam afirmar-se de fora para dentro, através da sua imposição, mais ou menos cínica e, por vezes, brutal, aos outros.

Com efeito, trata-se de personalidades de fachada, perversas e perigosas, diria mesmo que albergando um certo potencial criminoso, pois não enjeitarão nunca o ensejo de, face a uma qualquer debilidade detectada no seu semelhante, o humilharem, quiçá causando-lhe estigmas que o acompanharão para o resto da vida, quando não a põem mesmo em risco, como, infelizmente, já tem acontecido.

                                                                             


                                                                                       Porto, 16-02-2014

                                                                                       
                                                                                        (Miguel Henriques)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

APRESENTAÇÃO DO MEU ROMANCE "E AGORA?", EM SÃO PEDRO DO SUL

APRESENTAÇÃO DO MEU ROMANCE "E AGORA?", EM SÃO PEDRO DO SUL


        Em 11 de Novembro de 2012, inserida no programa de animação termal promovida pela Câmara Municipal de São Pedro do Sul, teve lugar no auditório do Balneário Rainha Dona Amélia, nas Termas, a apresentação do meu romance "E AGORA?".

       Foi com grande surpresa e enorme regozijo que vi o auditório completamente lotado por familiares e amigos que, no final da sessão, tiveram a amabilidade de adquirir o respectivo exemplar.

       A sessão foi abrilhantada pelo Rancho Folclórico de Pinho, freguesia da minha naturalidade, que me presenteou com uma pequena, mas belíssima mostra, do seu repertório.

       Com o meu agradecimento a todos os intervenientes, designadamente, aos representantes da autarquia, ao Rancho Folclórico de Pinho e a todos os que compareceram e fizeram o favor de adquirir o meu livro, aqui deixo o "filme" da sessão de autógrafos.





     

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

PENSAMENTO DO DIA

Pensamento do dia:


Os meus olhos poderão não reconhecer um rosto, 
mas o meu coração jamais esquecerá um gesto!





                        Autor:
                                 Miguel Henriques

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

AS PRAXES




AS PRAXES

Muito se tem escrito e falado, ultimamente, sobre as praxes académicas, especialmente porque de algumas delas têm resultado consequências nefastas para a vida, integridade física, psicológica e moral dos que a elas são sujeitos, culminando no trágico desaparecimento recente de seis alunos da Universidade Lusófona, nas águas revoltas da praia do Meco, em Setúbal.

A questão é polémica e, como tal, susceptível de opiniões diversas e até divergentes, ou não fôssemos todos nós seres diferentes, com personalidades e sensibilidades muito peculiares, para já não falar da diferente forma de encararmos o nosso relacionamento com os outros.

A praxe académica, segundo os seus defensores, serve para integrar os caloiros no meio estudantil. Significa isto que, sem ela, não vão eles sentir-se marginalizados e verem condenados ao fracasso os seus esforços e os dos seus pais ou de quem quer que lhes pague a formação, no sentido de se habilitarem com um diploma que, suposta e legitimamente, uns anos mais tarde, lhes possa facultar a abertura das portas para a realização do seu sonho profissional!

Cada um é como é e até aceito que aqueles cuja mentalidade está formatada para uma espécie de sobrevivência grupal não consigam ser nada nem ninguém fora do grupo e tenham uma necessidade absoluta dessa integração. Sinceramente, nunca precisei de grupo nenhum para sobreviver, nem para me afirmar académica e profissionalmente. Aliás, devo confessar que a minha experiência de trabalhos escolares em grupo é péssima, já que sempre fui eu a ter de o fazer e pronto.

Na verdade, durante o tempo em que frequentei a Universidade, eu não tinha tempo nem sequer para me coçar, como soe dizer-se, quanto mais para andar nas praxes! A minha preocupação sempre foi, essa sim, aproveitar todo o tempo que me sobrava do exercício da minha profissão, para o dedicar ao estudo, devorando, a esmo, manuais, sebentas e apontamentos obtidos junto de outros colegas, para que não viesse a ser mais um dux, “honraria” que sempre dispensei. Tempo esse que roubei à família, aos amigos e ao meu próprio lazer.

Os meus “ídolos” sempre foram aqueles que conseguiram acabar o curso no seu tempo curricular normal e não aqueles que por lá se iam arrastando, ano após ano, ocupando vagas que muita falta faziam a outros que, por as verem ocupadas, não puderam ingressar na Faculdade dos seus sonhos e, quiçá, torrando nessas borgas o dinheiro que, sabe-se lá com que custo, os seus pais iam retirando ao seu próprio conforto, para lhes proporcionarem um modo de vida, se possível, mais confortável do que a deles.

Mas, cada um é como é, e lá sabe a consideração em que tem a “sua” escala de valores. Aquilo que para mim seria um estigma, o ser dux, para outros parece ser um estatuto, uma honraria. Enfim, pontos de vista!

Só que, infelizmente, as praxes não se têm limitado a um mero folclore académico com eventual prejuízo para o estudo. Têm-se tornado o local e o momento propício para a prática das maiores perversidades, uma espécie de sublimação de maus instintos, para aqueles que sentem necessidade de se afirmar através da humilhação dos outros.

É certo que me dirão: «Bom, mas há gostos para tudo! Não há quem goste de sadomasoquismo?!»

Então, que não se excluam nem se estigmatizem aqueles que se recusam a participar nesses deprimentes rituais. Participa quem quer, sujeita-se às humilhações quem gosta, mas que não o façam em espaços públicos. Sim, porque não me parece que se trate apenas de uma questão de disponibilidade de direitos do foro particular. Há, obviamente, outros valores que se lhe sobrepõem e que julgo supérfluo estar aqui a enumerar.

Aflige-me assistir à humilhação de quem quer que seja, ao atentar contra a sua dignidade, seja de que forma e por que meio for, na escola, na universidade, na tropa, no novo emprego… ainda que, no final, e com muitos sorrisos, receba umas palmadinhas nas costas com o inerente pedido de desculpas, a pretexto de que tudo aquilo não passara, afinal, de uma simples brincadeira.

Expor ao ridículo quem quer que seja, só porque acaba de chegar, não é uma atitude que dignifique quem a pratica nem quem a ela se sujeita, ainda que mais ou menos voluntariamente. Hospitalidade ou arte de bem receber é outra coisa completamente oposta.



Porto, 28-01-2014


Miguel Henriques