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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Poesia é...
Poesia é
a bela arte de esculpir a frase
que o coração dita
e a razão esboça.
Autor:
Miguel Henriques
Etiquetas:
PENSAMENTOS
Local:
Porto, Portugal
domingo, 16 de fevereiro de 2014
A SÍNDROME DAS PRAXES
A
SÍNDROME DAS PRAXES
Ao
longo da minha vida, e já lá vão uns bons pares de anos, tive a oportunidade de
conviver com muita gente. Desde os bancos da escola, passando pelo serviço
militar, até ao tempo em que exerci a minha actividade profissional, fui deparando sempre, aqui e além, com um ou outro engraçadinho que sempre sentiu
um prazer enorme em puxar dos galões – se os tinha, e, se os não tinha,
inventava-os! –, para humilhar o seu semelhante, quer se tratasse de meras “brincadeiras”
aparentemente inócuas quer em situações que envolviam já alguma gravidade, até
do ponto de vista hierárquico.
A
verdade é que, como denominador comum, e não sendo eu propriamente psicólogo, sempre
descortinei neles um qualquer handicap traduzido na existência de uma qualquer lacuna
na formação da respectiva personalidade. Fosse por se sentirem menos cultos,
menos inteligentes, menos capazes, física e mentalmente, enfim… A verdade é que
sempre se valiam de um qualquer ascendente para afirmarem a sua “superioridade”,
recorrendo a expedientes, qual deles o mais iníquo para achincalhar o outro,
como forma de disfarçarem as suas limitações intrínsecas, os seus próprios
complexos.
Trata-se,
pois, a meu ver, de gente com personalidade malformada ou, se preferirem,
deformada. Personalidade que, a seu tempo, deveria ter sido construída de
dentro para fora, assente e consolidada em valores morais, intelectuais, culturais,
aqueles que realmente estruturam um verdadeiro ser humano cujo respeito se
impõe de per si, sem mais artifícios ou teatralizações. Uma personalidade íntegra,
bem formada, não carece de máscara, nem de atropelar ninguém para se dar ao
respeito. O respeito merece-se, não se impõe; conquista-se pelo mérito, pela
virtude, não pela violência, seja ela de que natureza for. Ao invés, esses
indivíduos, reconhecendo as suas próprias limitações, tentam afirmar-se de fora
para dentro, através da sua imposição, mais ou menos cínica e, por vezes, brutal,
aos outros.
Com
efeito, trata-se de personalidades de fachada, perversas e perigosas, diria
mesmo que albergando um certo potencial criminoso, pois não enjeitarão nunca o
ensejo de, face a uma qualquer debilidade detectada no seu semelhante, o
humilharem, quiçá causando-lhe estigmas que o acompanharão para o resto da vida,
quando não a põem mesmo em risco, como, infelizmente, já tem acontecido.
Porto,
16-02-2014
(Miguel
Henriques)
Etiquetas:
OPINIÃO
Local:
Porto, Portugal
sábado, 15 de fevereiro de 2014
APRESENTAÇÃO DO MEU ROMANCE "E AGORA?", EM SÃO PEDRO DO SUL
APRESENTAÇÃO DO MEU ROMANCE "E AGORA?", EM SÃO PEDRO DO SUL
Em 11 de Novembro de 2012, inserida no programa de animação termal promovida pela Câmara Municipal de São Pedro do Sul, teve lugar no auditório do Balneário Rainha Dona Amélia, nas Termas, a apresentação do meu romance "E AGORA?".
Foi com grande surpresa e enorme regozijo que vi o auditório completamente lotado por familiares e amigos que, no final da sessão, tiveram a amabilidade de adquirir o respectivo exemplar.
A sessão foi abrilhantada pelo Rancho Folclórico de Pinho, freguesia da minha naturalidade, que me presenteou com uma pequena, mas belíssima mostra, do seu repertório.
Com o meu agradecimento a todos os intervenientes, designadamente, aos representantes da autarquia, ao Rancho Folclórico de Pinho e a todos os que compareceram e fizeram o favor de adquirir o meu livro, aqui deixo o "filme" da sessão de autógrafos.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
PENSAMENTO DO DIA
Pensamento do dia:
Os meus olhos poderão não reconhecer um rosto,
mas o meu coração jamais esquecerá um gesto!
Autor:
Miguel Henriques
Os meus olhos poderão não reconhecer um rosto,
mas o meu coração jamais esquecerá um gesto!
Autor:
Miguel Henriques
Etiquetas:
PENSAMENTOS
Local:
Porto, Portugal
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
AS PRAXES
AS
PRAXES
Muito
se tem escrito e falado, ultimamente, sobre as praxes académicas, especialmente
porque de algumas delas têm resultado consequências nefastas para a vida, integridade
física, psicológica e moral dos que a elas são sujeitos, culminando no trágico desaparecimento
recente de seis alunos da Universidade Lusófona, nas águas revoltas da praia do
Meco, em Setúbal.
A
questão é polémica e, como tal, susceptível de opiniões diversas e até
divergentes, ou não fôssemos todos nós seres diferentes, com personalidades e
sensibilidades muito peculiares, para já não falar da diferente forma de encararmos
o nosso relacionamento com os outros.
A
praxe académica, segundo os seus defensores, serve para integrar os caloiros no
meio estudantil. Significa isto que, sem ela, não vão eles sentir-se marginalizados
e verem condenados ao fracasso os seus esforços e os dos seus pais ou de quem
quer que lhes pague a formação, no sentido de se habilitarem com um diploma
que, suposta e legitimamente, uns anos mais tarde, lhes possa facultar a abertura
das portas para a realização do seu sonho profissional!
Cada
um é como é e até aceito que aqueles cuja mentalidade está formatada para uma
espécie de sobrevivência grupal não consigam ser nada nem ninguém fora do grupo
e tenham uma necessidade absoluta dessa integração. Sinceramente, nunca precisei
de grupo nenhum para sobreviver, nem para me afirmar académica e
profissionalmente. Aliás, devo confessar que a minha experiência de trabalhos escolares
em grupo é péssima, já que sempre fui eu a ter de o fazer e pronto.
Na
verdade, durante o tempo em que frequentei a Universidade, eu não tinha tempo
nem sequer para me coçar, como soe dizer-se, quanto mais para andar nas praxes!
A minha preocupação sempre foi, essa sim, aproveitar todo o tempo que me sobrava
do exercício da minha profissão, para o dedicar ao estudo, devorando, a esmo,
manuais, sebentas e apontamentos obtidos junto de outros colegas, para que não viesse
a ser mais um dux, “honraria” que sempre dispensei. Tempo esse que roubei à família,
aos amigos e ao meu próprio lazer.
Os
meus “ídolos” sempre foram aqueles que conseguiram acabar o curso no seu tempo curricular
normal e não aqueles que por lá se iam arrastando, ano após ano, ocupando vagas
que muita falta faziam a outros que, por as verem ocupadas, não puderam
ingressar na Faculdade dos seus sonhos e, quiçá, torrando nessas borgas o
dinheiro que, sabe-se lá com que custo, os seus pais iam retirando ao seu
próprio conforto, para lhes proporcionarem um modo de vida, se possível, mais confortável do que a deles.
Mas,
cada um é como é, e lá sabe a consideração em que tem a “sua” escala de
valores. Aquilo que para mim seria um estigma, o ser dux, para outros parece ser um estatuto, uma honraria. Enfim,
pontos de vista!
Só
que, infelizmente, as praxes não se têm limitado a um mero folclore académico
com eventual prejuízo para o estudo. Têm-se tornado o local e o momento propício
para a prática das maiores perversidades, uma espécie de sublimação de maus
instintos, para aqueles que sentem necessidade de se afirmar através da
humilhação dos outros.
É
certo que me dirão: «Bom, mas há gostos para tudo! Não há quem goste de
sadomasoquismo?!»
Então,
que não se excluam nem se estigmatizem aqueles que se recusam a participar
nesses deprimentes rituais. Participa quem quer, sujeita-se às humilhações quem
gosta, mas que não o façam em espaços públicos. Sim, porque não me parece que se
trate apenas de uma questão de disponibilidade de direitos do foro particular.
Há, obviamente, outros valores que se lhe sobrepõem e que julgo supérfluo estar
aqui a enumerar.
Aflige-me
assistir à humilhação de quem quer que seja, ao atentar contra a sua dignidade,
seja de que forma e por que meio for, na escola, na universidade, na tropa, no novo
emprego… ainda que, no final, e com muitos sorrisos, receba umas palmadinhas
nas costas com o inerente pedido de desculpas, a pretexto de que tudo aquilo
não passara, afinal, de uma simples brincadeira.
Expor
ao ridículo quem quer que seja, só porque acaba de chegar, não é uma atitude
que dignifique quem a pratica nem quem a ela se sujeita, ainda que mais ou
menos voluntariamente. Hospitalidade ou arte de bem receber é outra coisa completamente oposta.
Porto,
28-01-2014
Miguel
Henriques
Etiquetas:
OPINIÃO
Local:
Porto, Portugal
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
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