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domingo, 1 de maio de 2016

MÃE








MÃE



Desde a hora em que nasci
E no berço m'embalou,
Até hoje - bem senti!
Nunca ela me deixou!

Quando, de noite, acordava
E desatava a chorar,
Minha santa mãe lá estava,
Sempre pronta a me embalar.

Hoje, já com esta idade,
Não há mor felicidade,
Nem pode haver maior bem

Que sentir toda a ternura
Daquela alma santa e pura
Que é a minha querida mãe!

(Poema inédito da autoria de
Miguel Henriques)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

DE LAMEGO AO LUBANGO


Amigos, contamos convosco. Vamos celebrar Abril!



Quem não puder estar presente e estiver interessado num exemplar autografado poderá contactar-me via e-mail para: miguelhenriques53@gmail.com









Eis a capa do meu próximo livro cuja data e local de lançamento anunciarei muito em breve.










segunda-feira, 21 de março de 2016

POESIA É...

              

 POESIA É...

Esta rara forma de exprimir
Com mestria e arte
O fervor do sentimento
É poesia a refluir
Dos sulcos do ser,
Em regatos de dor,
De felicidade,
De estremecimento.
É descortinar o sol
Por entre a bruma
E pintar de azul
O firmamento!
É vislumbrar algo
Em coisa nenhuma
E tingir de rosa
O pensamento.
É ver nas lágrimas vertidas,
Preciosas pedras cristalinas,
Lapidadas na dor,
Na alegria,
Na emoção,
Sumptuosos adornos da alma
Engastados num coração!
É burilar as palavras
Em que o verso se anima
E retrai e avança,
Em ritmos diversos,
Com mais ou menos rima,
Buscando o equilíbrio
Nos passos inseguros
Duma frágil criança.
É a melodia do verbo
Na estrofe orquestrada.
É o acorde que inebria
Em cada nova alvorada.




Autor:
Miguel Henriques

(imagem recolhida da Net)

domingo, 3 de janeiro de 2016

O MEU COLAR DE PÉROLAS

O MEU COLAR DE PÉROLAS


Pelo teu rosto
Rolou uma lágrima,
Depois outra
E mais outra.
Corri,
Lesto,
A resgatá-las à rudez
Inclemente,
Imunda,
Do chão.
Cálidas,
Doces,
Transparentes,
Nas minhas mãos
Cristalizaram,
Lenta e suavemente,
Como pérolas preciosas
Que a saudade criou!
Com elas fiz um longo colar!
Liguei-as com o sentimento
Terno e doce que nos tomou.
Fechei-o com o mosquetão do amor
E coloquei-to ao peito,
Onde o brilho se potenciou.
Que mostruário de sonho,
Emoldurado pelo teu sorriso!
Como ficaste linda!
E é neste relicário de afetos
Que guardo, ainda,
E para a posteridade,
Este magnífico,
Soberbo,
Manancial de emoções.

Ermesinde, 03/01/2016

O autor:

                          Miguel Henriques

(poema inédito)