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sábado, 23 de março de 2019

Dia Mundial da Poesia

A propósito do Dia Mundial da Poesia:


Poesia, pois então!
É o grito da alma,
Quiçá do coração!
São torrentes de lava
Que na solidão arrefece.
Lava arrastada nas lágrimas
Dum feérico entardecer,
Onde o brilho do Sol fenece
No silêncio avaro do teu ser.
(inédito)
Autor:
Miguel Henriques

Imagem da WEB



sábado, 16 de março de 2019

Solta-se a pluma...




Solta-se a pluma
à brisa corrente,
cúmplice insana
de fúteis emoções.
Ameaça que cai,
mas não cai.
A cada guinada,
um novo alento.
E neste peregrino deambular,
nos braços de zéfiro arrebatada,
cumpre o seu destino
a errante semente alada,
buscando solo fértil
onde germinar e florir.


(inédito)

Autor:
Miguel Henriques
Foto:
WEB


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Sessão da autógrafos

                            Feira do Livro do Porto

                             Sessão de autógrafos

                A quem, porventura, possa interessar informo que, logo à tarde, a partir das 15 horas, irei estar na Feira do Livro do Porto, junto ao stand 41, da editora Mosaico de Palavras, para dois dedos de conversa com os amigos/leitores.




terça-feira, 11 de setembro de 2018

O MEU COLAR DE PÉROLAS

O MEU COLAR DE PÉROLAS




Pelo teu rosto
Rolou uma lágrima,
Depois outra
E mais outra.
Corri,
Lesto,
A resgatá-las à rudez
Inclemente,
Imunda,
Do chão.
Cálidas,
Doces,
Transparentes,
Nas minhas mãos
Cristalizaram,
Lenta e suavemente,
Como pérolas preciosas
Que a saudade criou!
Com elas fiz um longo colar!
Liguei-as com o sentimento
Terno e doce que nos tomou.
Fechei-o com o mosquetão do amor
E coloquei-to ao peito,
Onde o brilho se potenciou.
Que mostruário de sonho,
Emoldurado pelo teu sorriso!
Como ficaste linda!
E é neste relicário de afetos
Que guardo, ainda,
E para a posteridade,
Este magnífico,
Soberbo,
Manancial de emoções.


(inédito)

Autor:

Miguel Henriques


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Fósseis?


À atenção dos paleontólogos ou paleontologistas!


Serão fósseis? De que espécie animal/vegetal?


O maior tem um comprimento aproximado de 40 cm. O menor tem cerca de metade.

Deparei-me com esta pedra de xisto, no pavimento dum trilho da Serra de Santa Justa, em Valongo, em 4 de Agosto de 2018.

Eis as fotos:









domingo, 6 de maio de 2018

À MINHA MÃE




À MINHA MÃE

 Mãe, mãe querida,
foste tu que me deste a vida
e, apaixonadamente,
para ela me criaste;
desde que, num momento solene,
de amor, de ternura, de desejo,
em ter um filho sonhaste!
Filho este
que em teu ventre virgem,
como um sonho sagrado,
concebeste!
Mãe, mãe querida,
quantas noites
sem dormir passaste,
após dias e dias de canseira,
de trabalho árduo,
roubando ao teu corpo,
à tua saúde,
o descanso de que tanto careciam,
para, num velar constante,
com tuas mãos calejadas
— mas suaves! —
me acariciares
e me embalares.
Mãe, mãe querida,
perdoa-me pelo mal feito
e bem que não fiz!
Perdoa-me pelas lágrimas
que te fiz verter
e dores que te fiz sofrer!
Perdoa-me pelo perdão que me dás
sem tão pouco eu o merecer!
Mãe, mãe querida,
obrigado pela vida que me deste;
pelo muito mais que quererias dar
e não pudeste!
Obrigado por tanto amor
que me tens!
Obrigado por ti
e por mim.
Obrigado por tudo, enfim...
Obrigado,
obrigado, querida mãe!


In HENRIQUES, Miguel, PARA LÁ DAS NUVEN HÁ LUAR, Porto, Mosaico de Palavras, L.da, 2015